Fragmentos de Sombra

de Carla Ribeiro

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Editor: Neolivros

Ano de edição: 2009

Páginas: 63

Categorias: Conto

Sinopse

Imagine-se uma alma dispersa por entre todas as sombras do obscuro, afastada de todos os sonhos e de todo o alento que ilumina a vida. Que pensamentos vagueariam por essa mente desolada?

Que emoções cantariam ao seu coração? "Fragmentos de Sombra" é um conjunto de reflexões e desabafos, plantados entre o limite da ficção e a realidade de momentos que, com mais ou menos força, todos encontramos ao longo da estrada que é a vida. Por vezes uma gótica melancolia, seguida então de uma vaga ilusão de esperança, este é o caminho para o abismo, a estrada interminável de todos aqueles que caem em cada crepúsculo... para renascer na luz de uma nova aurora.


Autor

Carla Ribeiro, estudante de Medicina Veterinária, natural de S. Martinho de Mouros, nasceu a 20 de Julho de 1986. Premiada em vários concursos literários, tem textos publicados em diversas antologias e colabora assiduamente em diversas publicações electrónicas. Publicou, além disso, os livros “Estrela sem Norte”, “Alma de Fogo”, “Canto de Eternidade”, “Herdeiros de Arasen, vol. I”, “Herdeiros de Arasen, vol. II” , “O Deus Maldito”, “Alma Abandonada”, “Dualidades” (este em co-autoria com Susana Catalão) e “E Morreram Felizes para Sempre”, bem como os e-books “Derivações de Além-Vida”, “Coração Selvagem” e “Fragmentos de Sombra” (este último também na Neolivros). Informação sobre as publicações e excertos das mesmas podem ser encontrados em www.freewebs.com/carlaribeiro


Excerto

Atracção pelo Abismo

Perco-me nas sombras da minha noite escura. Vagueio entre pensamentos soturnos e o constante sentimento de vazio volta, avassalador, tenebroso como a minha própria alma quebrada. Percorro os limites eternos dos abismos da loucura, sem saber se sonho, ou se é real o emaranhado de luz difusa que vejo diante de mim.

Sinto, a cada passo que dou, que avanço por um caminho de onde não há retorno, que me aproximo dos portões eternos de um mundo que não é o meu. Sei que, se ultrapassar esse limite invisível, estarei já demasiado longe para regressar. Contudo, continuo a avançar, ignorando os constantes avisos da minha mente, que me pede que pare, que implora, com toda a força do desespero, que retroceda.

Hesito. Neste momento, apenas desejo que a dor pare, que o vazio torturante que habita dentro de mim desapareça. Estou disposta a tudo para fugir às sombras que me invadiram. Não interessa se tenho de deixar tudo o resto para trás... Nada interessa. Só quero que a dor pare.

Murmuro um confuso pedido de desculpas à minha mente suplicante e tomo uma decisão. Um passo de cada vez, avanço, serenamente, em direcção à barreira que me separa da paz. É chegado o momento de arrancar de mim a tristeza sem sentido que me habitou e, abandonando a memória e o passado, mergulhar no oceano do nada infinito que murmura o meu nome. É tempo... É tempo, finalmente...