A Catedral de Inconstância

de Emanuel R. Marques   

Editor: Neolivros

Ano de edição: 2011

Páginas/Palavras: 33/2260

Categorias: Poesia

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Sinopse

“A Catedral de Inconstância”, de Emanuel R. Marques, engloba um conjunto de poesias que reflectem observações, comparações, contradições e questões existenciais que pairavam o universo interior do autor durante o ano de 2002. A banalidade do dia-a-dia como algo de entediante e simultaneamente divino. O tempo que não pára de correr vertiginosamente e se arrasta também numa lenta procissão de vazio.

O autor

Emanuel R. Marques

Formado em Comunicação Audiovisual. Já passou pela televisão, assim como já ganhou a vida a fazer visitas num convento e museu do séc. XV. Autor do livro de contos “Sui Generis-Contos DeMentes”, dos livros de poesia “Antologia dos dias esquecidos” e “Madrugadas indefinidas”. Tem colaborações em várias revistas e webzines, tanto em Portugal como noutros países (ex: Miasma, Abismo Humano, Lama, Twisted Dreams, Dark Gothic Ressurected). Participa das antologias “Novos talentos fantásticos 2009”, “Poetas em desassossego-Caminhar no Mundo”, “Casos minimalistas”, “Alquimia das Letras” e “Histórias de lugares distantes”.

Membro do projecto musical “Unquiet Lost Devotion”.

Colaborador em projectos de diversos campos artísticos.

http://facebook.com/emanuel.r.marques

Excerto


I

Na alma da floresta as árvores eram companheiros silenciosos,
As folhas, imersas em serenidade, afugentavam as horas
Que por mais que passassem nunca chegavam.
Os ventos mansos inventavam danças em cultos incolores
E o odor da floresta era transpirado pelas húmidas raízes.

Uma escura cabana ergueu-se do nada,
Era noite
E a lua havia fugido com um qualquer forasteiro.

As lendas eram apedrejadas até à exaustão
Que as fizesse confessar a realidade dos factos.
Levantou-se um enorme vendaval
Aquando da prostração sobre tão acutilantes palavras,
Ideais lavados em amoníaco,
Eficaz método de apagar vestígios.

A origem de tudo veio da cabeça do mesmo Homem,
Aquele que inspirou a argila
E desesperou quando esta secou e caiu.

Estavam criados os desígnios do Homem.

Comentários

Adorei

por Marcos Rocha, 2011-09-27 03:03:16

Obrigado Manu. Abraço

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